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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Magnus lança linha de Alimentos Úmidos em Sachês com embalagem exclusiva para gatos e cães de pequeno porte ou filhotes





Sempre inovando no mercado pet, a Magnus acaba de lançar a sua linha de Alimentos Úmidos em Sachês - produto Premium em pedaços com molho. A novidade chega ao mercado em duas opções de embalagem: na tradicional de 100g; e também no inovador tamanho de 85g, voltado para gatos e cães de pequeno porte ou filhotes.

As embalagens menores fogem do padrão de mercado, que apresenta os alimentos úmidos apenas em sachês de 100g, independentemente do tamanho ou idade do animal. “As nossas áreas de desenvolvimento e qualidade de alimentos são totalmente focadas na saúde dos animais. Verificamos que a quantidade de alimento úmido para esses tipos específicos de pet deve ser menor para garantir a boa nutrição e qualidade de vida e, por isso, inovamos com esse novo padrão”, explica Valéria Salustiano, responsável pela Gestão de Qualidade da Magnus.

A linha de Alimentos Úmidos e Sachês da Magnus conta com os sabores Carne, Cordeiro, Frango e Frango com Legumes, para os cães, e Carne, Salmão e Frango, para os gatos.

As novidades já estão disponíveis nos principais petshops, agropecuárias, clínicas veterinárias e supermercados do país.

Mais informações www.magnuspremium.com.br

quinta-feira, 28 de abril de 2016

5 dicas para seu cachorro parar de morder


Fonte: LUIZA CERVENKA DE ASSIS/Estadão 



Sean Long/Creative Commons

Quem tem filhotinho em casa sabe a dor de uma mordida. Por mais fofos que os cães bebês sejam, aqueles dentinhos afiados cortam mais que navalha. Mas fique tranquilo que é possível minimizar esse problema.

Os cães costumam brincar de morder com seus irmãos. Eles só param quando cansam ou quando um dá o limite através do choro ou rosnado. Essa é a primeira brincadeira aprendida pelo cão e a que ele mais gosta. Por isso, quando ele chega na sua casa, ele busca um pé, mão ou até barra de calça para morder. Com isso, ele quer dizer que é seu amigo, gosta de você e quer brincar.

Algumas pessoas acreditam que o fato de permitir que o cão brinque de morder, fará com que ele se torne agressivo. Isso não é verdade. A brincadeira de morder não está relacionada com a agressividade. Mas é importante ensinar ao cachorro qual o limite da brincadeira.

1) Mude a atenção dele


Stuart Dootson/Creative Commons

Como morder é uma brincadeira, o cachorro busca sua mão ou pés para morder e lhe provocar a brincar. Quando ele fizer isso, dê a opção de outro tipo de brincadeira que ele goste muito. Pode ser jogar bolinha, brincar de cabo de guerra ou mesmo roer algo muito gostoso.

O ideal é você provoca-lo para brincar (sem ser de morder), antes que ele lhe procure. Assim, não corre o risco de haver mordidas doídas.

2) A pior punição é ser ignorado


Shutter Fotos/Creative Commons

Se seu cachorro lhe provocou para brincar de morder e não parou, a melhor opção é ignorá-lo. Dar bronca, gritar, falar o nome dele só pioram as mordidas. Por isso, quando ele começar a morder, pare de olhar e falar com ele. Se precisar, se levante e vá fazer outra coisa. Passe uns dez minutos ignorando e depois volte a dar atenção.

3) Ofereça algo bem gostoso para ele roer


Stuart Dootson/Creative Commons

Filhotes começam a trocar os dentes por volta dos três meses de idade. Assim como os bebês, os cães também sentem coceira na gengiva e gostam de roer/morder algo para aliviar essa sensação. Oferecer alimentos crocantes para eles roerem pode ajudar nessa fase.

Cenoura, maçã, pepino japonês, coco verde, abobrinha, pera e ossinhos são ótimas alternativas para que ele se mantenha saudável e entretido, sem morder.

4) Aumente a atividade dele


Lennart Tange/Creative Commons

Cachorros cansados são mais bonzinhos. Isso é fato! Quanto mais atividades o cão tiver, mais tranquilo ele ficará dentro de casa. Pode ser passeio na rua, brincar com outros cães ou até ir a creche. Quanto mais ele gastar energia fora de casa, menor é a chance de querer brincar de morder.

5) Não faça a vontade dele


Grace/Creative Commons

Cães são muito espertos e sabem que para nos livrarmos das mordidas, fazermos qualquer negócio. Por isso, quando eles querem algo e não damos, eles mordiscam mãos e pés para conseguirem nossa atenção, e, consequentemente, o que eles querem.

Para oferecer algo para seu cachorro, espere até que ele se acalme e sente. Se der o que ele quer enquanto ele estiver pulando ou mordendo sua mão, ele vai aprender que deve agir dessa forma para conseguir as coisas.

Se ele morder sua mão e você jogar a bolinha para ele ficar quieto, ele aprenderá que toda vez que ele morder, ganha uma brincadeira como recompensa. Se ele morder seu pé, quando você chega em casa, e você abaixar para falar com ele, ou der carinho, ele vai aprender que só receberá atenção quando mordicar seu pé. Por isso, só dê o que ele quer, quando ele estiver calmo e tranquilo.

Pode parecer difícil, mas não pequenas atitudes do dia a dia que fazem a diferença.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Arara-azul do Pantanal dá o tom ao Repórter Eco


Edição deste domingo (24/4) traz a segunda e última reportagem do Pantanal do Mato Grosso do Sul. Programa da TV Cultura vai ao ar às 17h30


São Paulo, 20 de abril de 2016 – A segunda e última reportagem do Repórter Eco trazida do Pantanal do Mato Grosso do Sul acompanha o Projeto Arara Azul de conservação, criado em 1990 pela bióloga Neiva Guedes. O programa da TV Cultura vai ao ar no próximo domingo (24/4), às 17h30, com apresentação de Márcia Bongiovanni.

No Brasil existem três araras-azuis: a ararinha-azul, considerada extinta na natureza, a arara-azul-de-lear, que está ameaçada de extinção, e a arara-azul, que em 2014 foi retirada da lista nacional de animais ameaçados. Esta é a maior representante da família e pode medir até um metro de comprimento da ponta do bico ao final da cauda, e com as asas abertas pode ter uma envergadura de um metro e vinte. Um grupo de pesquisadores, coordenado por Neiva Guedes, tenta garantir a reprodução das araras por meio do monitoramento e manutenção dos ninhos naturais e da colocação dos artificiais.

O aumento da população da arara-azul-grande no Pantanal é significativo. Quando Neiva começou o projeto, eram 1500 indivíduos. Hoje, são cerca de 5000. Um crescimento que está diretamente ligado ao trabalho. A pesquisadora comemora o resultado, mas não esconde sua preocupação: "A coisa que mais nos preocupa é que o fato dela não estar na lista de espécies ameaçadas, diminui a punição. Ela se torna mais branda e isso acaba fazendo com que os traficantes comecem de novo a retirar indivíduos da natureza para o comércio nacional e internacional”.

Além da beleza dessas aves, o programa mostra imagens que traduzem a exuberância de um dos lugares que mais encantam pesquisadores e turistas apaixonados pela natureza.



quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

TemperoPet: alimentação saudável para o seu bichinho


Empresa inova no mercado com cardápios exclusivos e visa a atrair, além do público canino, o paladar dos exigentes felinos e a confiança dos tutores

A alimentação natural para animais de estimação vem ganhando cada vez mais adeptos. Foi-se o tempo em que a ração seca era considerada a melhor e mais completa opção para a alimentação de cães e gatos. Hoje, sabe-se que os altos índices de aditivos químicos artificiais – corantes, conservantes, palatabilizantes, entre outros – não tornam a escolha extremamente saudável. Além disso, animais que consomem diariamente o mesmo tipo de proteína tendem a desenvolver alergias com maior frequência, e alimentos exclusivamente secos podem sobrecarregar o trato urinário.

Porém, nem todos os interessados em oferecer uma alimentação mais saudável para os seus pets tem tempo, disposição, disciplina e, acima de tudo, o conhecimento necessário para preparar em casa refeições completas e balanceadas. Visando atender a este público é que a TemperoPet traz novas e deliciosas opções de alimentação natural para os bichinho de estimação.

As refeições, formuladas por veterinário e zootecnista especializados em nutrição animal, são sugeridas para cães e gatos em bom estado de saúde, mas animais que necessitam de alimentação especial, seja por restrição alimentar, obesidade ou outro problema, podem contar com cardápios personalizados. Hoje, os donos de cães e gatos têm uma alternativa segura e de qualidade para que seus bichinhos se alimentem de um produto saudável, preparado com carinho e excelência por quem entende do assunto.

Oferecer uma comidinha caseira, fresca e saborosa no lugar da ração seca tem vários benefícios, entre eles:

 não contém conservantes;
 aumenta a ingestão de água pelos animais;
 as refeições são balanceadas, preparadas com ingredientes ricos em nutrientes e desenvolvidas por profissionais altamente capacitados.

E tudo isso sem contar a nítida satisfação do animalzinho ao saborear uma comida fresca e deliciosa. Para os tutores, que cada vez mais consideram os pets como membros da família, esta é uma sensação que não tem preço!

O cardápio conta com quatro opções de sabores para os cães – Tropeirinho de Carne com Batata Doce, Picadinho de Frango com Arroz Integral, Cordeirinho na Moranga e Temperinho Light de Peru com Legumes - , em porções de 350g e 750g, e dois sabores para os gatos: Risotinho de Sardinha com Gergelim e Cozidinho de Frango com Abóbora, em embalagens de 300g. O produto é congelado, tem validade de seis meses, e pode ser consumido em até dois dias se mantido sob refrigeração após descongelado.

A TemperoPet prepara e comercializa refeições naturais caseiras para cães e gatos. O intuito é substituir a ração seca industrializada por refeições frescas, saborosas, com rico teor nutricional e livre de conservantes e aditivos químicos. Está sediada em São Paulo/SP, no Jardim Anália Franco, e distribui seus produtos para a capital, ABCD e Guarulhos.


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Curso de Cognição e Comportamento de Psitacídeos

A Irene Pepperberg, pesquisadora e autora do livro Alex e eu, está vindo para o Brasil para ministrar nosso curso de Cognição e Comportamento de Psitacídeos.

No curso, eu vou apresentar como eu treinei a Kita, uma periquitinha australiana de 30g, a fazer Agility em apenas 5 dias. Olha só o vídeo dela:
A Irene revolucionou a forma que a ciência enxerga cognição animal.

Suas pesquisas comprovaram que a inteligência dos psitacídeos vai muito além do que se podia imaginar.

Quando morreu precocemente aos 31 anos de idade, em 2007, Alex conhecia:

• o nome de mais de 100 objetos, ações e cores
• podia identificar o material de que eram feitos os objetos
• contava objetos em conjuntos de até 6 elementos e estava aprendendo os números 7 e o 8
• exibia habilidades matemáticas consideradas avançados para a inteligência animal, tendo desenvolvido o conceito de zero, além de ser capaz de inferir a conexão entre os numerais escritos e a vocalização do número
• Além disto, estava aprendendo a ler os sons de várias letras e tinha o conceito de fonemas e de como estes sons formam palavras
Resumindo, Alex mostrou possuir uma inteligência notável e a pesquisa revolucionou a ciência cognitiva.

Graças à Irene, hoje podemos compreender muito melhor os nossos companheiros de penas.

Amanhã (29/10) faremos um bate-papo online contando o que cada um espera do curso e você está convidado!

Para participar, basta se inscrever aqui:

http://palestras.tudodecao.com.br

Tema: Irene Pepperberg no Brasil
Data: 29/10/2015
Horário: 20h (horário de Brasília)
Inscrições: http://palestras.tudodecao.com.br

O bate-papo será online, gratuito e ao vivo.


terça-feira, 29 de setembro de 2015

Canil da Polícia Militar completa 65 anos de serviços à população

A Polícia Militar conta com 294 cães treinados em todo o Estado de São Paulo
O Canil Central da Polícia Militar completou este mês 65 anos de serviços à população do Estado de São Paulo. A solenidade de aniversário da unidade, que faz parte do Comando de Policiamento de Choque (CPChq) aconteceu na manhã desta terça-feira (29), na zona norte da Capital, com a presença do secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, que recebeu a medalha em alusão ao cinquentenário da unidade.

“Tenho alegria e satisfação em receber essa honraria. É muito importante relembrar a história da PM e do Canil, este importantíssimo instrumento de combate à criminalidade, às drogas, ao narcotráfico e também de auxílio à vida nos resgates”.

O canil começou a funcionar em 15 de setembro de 1950, quando o então capitão da Força Pública Djanir Caldas trouxe da Argentina técnicas da cirotecnia, uma ciência que estuda – entre outras coisas – o comportamento dos cães. Os trabalhos começaram com quatro cães da raça Pastor Alemão, também vindos também do país vizinho ao Brasil.

Atualmente, o Canil Central conta com 52 cães treinados de nove raças diferentes, entre elas, pastores alemães e belgas e labradores. A unidade, que é subordinada ao 3º Batalhão de Policiamento de Choque (BPChq) “Humaitá”, conta com cerca de 120 agentes e 24 viaturas. Ao todo, há 294 cães treinados em todo o Estado.

Para ingressar no canil, os animais passam por testes comportamentais, morfológicos e genéticos. Os cães selecionados passam por um treinamento que dura de um ano a um ano e meio, em média. Eles trabalham até os oito anos e, após a aposentadoria, são encaminhados para adoção. Nesse processo, tem prioridade o PM que trabalhou por mais tempo com o cão.

A Polícia Militar conta com 23 canis setoriais espalhados pelo Estado, além da unidade central paulistana. Apenas na Região Metropolitana de São Paulo, há três unidades: em Osasco, Franco da Rocha e Suzano. O 1º Grupamento de Bombeiros (GB), sediado no Cambuci, no Centro de São Paulo, também conta com um canil.

As demais 19 unidades ficam no interior paulista: em Araçatuba, Araraquara, Assis, Barretos, Bauru, Campinas, Jaú, Marília, Panorama, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santos, São José do Rio Preto, Sertãozinho, Sorocaba, Tatuí e Taubaté.

Produtividade

“Quero agradecer a PM de São Paulo, a cada um de vocês, comandantes, oficiais e praças, pelo trabalho, competência, lealdade nesses nove meses de gestão. Graças ao trabalho de vocês nós conseguimos diminuir todos os índices de criminalidade”, destacou o secretário.

Este ano, os cães do Choque participaram de oito buscas e capturas, 93 varreduras antibombas e 131 procuras de drogas. O efetivo da unidade prendeu 72 pessoas em flagrante e abordou outras 6.206, além de ter fiscalizado 1557 carros e motos. De janeiro até agora, foram apreendidos 8,5 quilos de maconha e 9 kg de cocaína.

“Não se pode ignorar ou deixar de valorizar e parabenizar a PM por todos os altos índices de produtividade, pelas apreensões de drogas, pelas prisões em flagrante realizadas, bem como pelas operações feitas. E com isso os resultados aparecem”, completou Moraes.

O secretário relembrou a queda dos principais indicadores de criminalidade. “Nos oito primeiros meses do ano, os índices de homicídios, tanto no mês como no acumulado diminuíram. Vamos terminar o ano com menos de quatro mil mortes. Além disso, outros indicadores, como o de furtos, latrocínios, estupros, roubo de veículos e de carga também apresentaram queda, sendo que este último teve diminuição pelo quarto mês consecutivo”.

Caso Eduardinho

Em meados da década de 1950, o trabalho do canil ganhou repercussão com o resgate do menino Eduardo Jaime Benevides, na época com três anos e meio, na Serra da Cantareira. “Eduardinho”, como ficou conhecido, havia sido sequestrado perto de sua casa e cerca de 100 policiais participaram das investigações.

Contudo, ao lado do soldado Muniz de Sousa, foi o cão Dick quem encontrou a criança, em meio à floresta, chorando, dentro de um buraco de um metro e meio de profundidade. O canil, que estava para ser fechado, ganhou destaque em todo o Estado. Dick recebeu do governo estadual uma coleira de prata e ficou conhecido como um herói.

Medalha

Durante a solenidade em comemoração ao aniversário da companhia, foram entregues 40 medalhas em alusão ao cinquentenário do Canil Central. A medalha foi criada em 8 de abril de 2002 pelo governador Geraldo Alckmin, com o objetivo de homenagear personalidades e instituições que tenham contribuído ou prestado serviços relevantes ao Canil.

Nesta terça-feira (29), foram homenageados, entre outras pessoas, o secretário Alexandre de Moraes, o secretário municipal de Esportes, Lazer e Recreação, Celso Jatene, o presidente da Companhia Energética de São Paulo, Mauro Arce, e o subcomandante da Polícia Militar, coronel Francisco Alberto Aires Mesquita. O evento aconteceu na Associação dos Oficiais da Policia Militar (AOPM), no Tremembé, zona norte da Capital.



quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Pesquisa desenvolvida na UFSCar aponta que interação com cachorros diminui o estresse nos humanos

Laura Garcia - Foto: Isabela Cardoso
Estudo foi desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade

Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPsi) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) aponta que a presença dos cachorros relaxa e traz bem-estar e prazer para os humanos em situações consideradas negativas. O estudo, que consiste na análise das interações entre homem e animais, pretende compreender os possíveis efeitos benéficos dessa interação na saúde do ser humano.
Para desenvolver o projeto “Efeitos da presença do cachorro na tolerância e avaliação de situação aversiva”, a mestranda Laura Garcia, responsável pelo estudo, com orientação da professora Camila Domeniconi, docente do Departamento de Psicologia (DPsi) da UFSCar, reuniu um grupo de 30 voluntários com idade entre 22 e 34 anos, sendo 15 homens e 15 mulheres, para verificar se a presença ou o contato com um cachorro altera a forma de como os participantes se sentem em uma situação desagradável.
Para isso, os voluntários da pesquisa foram divididos em três grupos, por meio de um sorteio, e colocados para ouvir um som aversivo composto por 23 notas monofônicas, que foi submetido a seis juízes para validarem sua aversividade. Cada pessoa recebia o fone de ouvido e a instrução de que deveria permanecer em uma sala escutando esse som pelo tempo que fosse confortável. Um grupo ouviu o som em uma sala vazia, outro grupo de pessoas ouviu o som tendo um livro de figuras para folhear, e um terceiro grupo pode interagir com um cachorro enquanto escutava o barulho. E então, os resultados de cada grupo foram comparados.
Segundo a pesquisa, o grupo de pessoas que interagiu com o cachorro tolerou mais tempo o som aversivo, ficando entre 22 e 32 minutos dentro da sala. As pessoas que estavam sozinhas na sala toleraram o barulho por cerca de 17 minutos. Já o grupo que tinha um livro para folhear aguentou aproximadamente 16 minutos dentro do local. Além do tempo de permanência ter sido maior, o grupo que contava com um cachorro para interagir avaliou a sessão mais positivamente, classificando-a como mais serena, legal e agradável, e também afirmaram que se sentiram mais relaxados, confortáveis, animados, divertidos e felizes do que os participantes das outras duas condições. Para Laura, esses dados indicam uma possibilidade já mencionada na literatura de que a interação com animais, especialmente cães, diminui os sintomas de estresse.
Laura Garcia acredita que o diferencial da pesquisa é tentar compreender o que acontece na relação do ser humano e dos cachorros de forma simples, com metodologia replicável e medidas operacionalmente descritas, que é uma lacuna presente nessa área de estudo no Brasil. “Para que os profissionais da saúde possam propor intervenções realmente eficazes utilizando animais, precisamos saber com dados fidedignos o que ocorre, e nosso trabalho tenta contribuir nesse âmbito”, explica a pesquisadora.
O projeto ainda não foi concluído. Laura continua coletando dados e agora analisará a reação de novos participantes com a ajuda de um equipamento de leitura de condutância da pele. Em outubro, a pesquisadora participa no Rio de Janeiro de um Simpósio Internacional sobre atividades e terapias assistidas por animais para trocar conhecimentos e experiências e conhecimentos com outros pesquisadores da área.